Escolher uma agência de Google Ads é menos sobre portfólio e mais sobre três respostas por escrito: quem opera a sua conta no dia a dia, o que exatamente está incluso no fee, e de quem é a conta de anúncios se o contrato acabar.
A promessa que derruba a proposta na hora
Se alguém garante primeira posição, número de leads ou retorno específico antes de olhar a sua conta, encerre a conversa. Não é falta de competência, é falta de honestidade sobre como o leilão funciona.
Posição no Google Ads depende de lance, índice de qualidade e do que os concorrentes fazem hoje, e nenhum dos três é controlado por quem vende. Resultado depende também do seu preço, da sua página e de quem atende o lead. Garantia nesse cenário é chute com contrato.
Proposta séria fala em hipótese e prazo de teste. Algo como qual verba permite gerar volume de dados suficiente e em quantas semanas dá para ler o primeiro sinal.
De quem é a conta de anúncios
Esta é a pergunta que mais custa caro depois, e quase ninguém faz antes.
A conta do Google Ads deve estar no seu CNPJ, com a agência tendo acesso de gerência. Se a agência cria a conta dela e roda a sua campanha dentro, você não leva o histórico ao sair. E histórico de conta é ativo: são meses de aprendizado de algoritmo, palavras negativas e dados de conversão que você pagou para construir.
O mesmo vale para o GA4, para o Google Tag Manager e para o Merchant Center. Tudo no seu, com acesso para quem trabalha.
- A conta do Google Ads está no meu CNPJ
- Eu tenho acesso de administrador, não só de leitura
- GA4 e GTM também são meus
- Ao encerrar, mantenho tudo sem precisar negociar
O que pedir para ver antes de assinar
Portfólio de marca não diz nada sobre operação. Peça evidência de processo.
Um relatório real de termos de pesquisa, com os dados do cliente ocultos, mostra se a agência limpa a conta ou deixa o Google gastar em qualquer busca parecida. Um print da tela de conversões mostra se ela configura medição ou vive de clique.
Pergunte também com que frequência a conta é mexida e o que acontece na primeira semana. Quem responde com um cronograma sabe o que vai fazer. Quem responde com adjetivo, não.
Certificação ajuda, mas não é o critério
O selo Google Partner indica que a empresa gerencia um volume mínimo de verba, mantém certificações em dia e atinge um patamar de desempenho medido pelo próprio Google. É um filtro útil e não é garantia de que vão cuidar bem da sua conta.
Use como corte inicial, não como decisão. Uma agência certificada com 400 clientes e um atendente para cada 80 pode cuidar menos da sua conta do que uma pequena com 15.
Quantos clientes por operador
Essa pergunta separa agência boa de agência grande, e quase ninguém faz.
Uma conta bem cuidada consome algumas horas por mês entre revisão de termos de pesquisa, teste de anúncio e ajuste de orçamento. Faça a conta. Se cada operador cuida de quarenta contas, sobra pouco tempo para a sua, por mais competente que ele seja.
Não existe número mágico, existe ordem de grandeza. Pergunte, anote e compare entre as propostas.
O contrato: prazo, multa e saída
Fidelidade longa costuma ser sinal de que o resultado não segura o cliente sozinho.
Leia três cláusulas antes de assinar. O prazo mínimo, a multa por saída antecipada e o que acontece com os acessos no último dia.
A terceira é a que dói depois. Se a conta, o GA4 e o GTM estiverem no nome da agência, você sai sem o histórico que pagou para construir.
- Prazo mínimo e aviso prévio, por escrito
- Multa proporcional, não integral
- Acessos no seu CNPJ desde o primeiro dia
- Entrega dos relatórios e das negativas na saída
Sinais de que a operação é real
Apresentação comercial é fácil de montar. Operação, não.
Peça para ver, com os dados do cliente ocultos, um relatório de termos de pesquisa com negativas aplicadas ao longo do tempo, e a tela de conversões de uma conta ativa. São dois artefatos que só existem em quem trabalha.
Pergunte também o que fariam na primeira semana da sua conta. Quem responde com cronograma tem método. Quem responde com adjetivo tem discurso.
O teste que custa zero
Antes de assinar qualquer coisa, peça um diagnóstico da conta que você já tem. Não precisa ser pago, e o que vem nele diz mais do que qualquer apresentação.
Se o diagnóstico aponta problemas específicos, com números da sua conta, você está falando com quem abriu o painel. Se vem um documento genérico que serviria para qualquer empresa, você está falando com quem abriu um modelo.
É por isso que a nossa gestão de tráfego pago começa sempre por leitura de conta, e não por proposta.