Google Ads ou Meta Ads depende de uma pergunta só. O seu cliente procura o que você vende? Se procura, o Google Ads coloca você na frente de quem já está pesquisando, e paga por clique de gente com intenção. Se não procura, o Meta Ads (Facebook e Instagram) mostra o produto para quem ainda não sabia que queria. Para serviço com demanda pronta, comece pelo Google. Para produto visual e de impulso, o Meta costuma sair na frente.
Este artigo mostra a diferença na prática, com o lance do Google por setor que medimos em outubro de 2026, e um roteiro para decidir onde colocar o primeiro real.
A diferença em uma frase
O Google responde a uma busca. O Meta interrompe uma rolagem.
No Google, a pessoa digitou “eletricista perto de mim” e o seu anúncio aparece como resposta. No Instagram, ela estava vendo o story de uma amiga e o seu anúncio apareceu no meio. A primeira já quer comprar. A segunda pode querer, se o anúncio for bom o bastante para parar o dedo.
Essa diferença muda tudo o que vem depois, do criativo à página e ao jeito de medir.
Google Ads ou Meta Ads, critério por critério
A tabela resume o que cada plataforma faz melhor. Ela não diz qual é melhor em geral, porque essa resposta não existe.
| Critério | Google Ads | Meta Ads |
|---|---|---|
| Quem vê o anúncio | Quem pesquisou o termo | Quem tem o perfil que você escolheu |
| Momento da pessoa | Já está procurando | Não estava procurando |
| O que mais pesa | Palavra-chave, texto e página | Imagem ou vídeo |
| Cobrança mais comum | Por clique | Por mil exibições ou por resultado |
| Bom para | Serviço local, urgência, B2B com busca | Produto visual, lançamento, marca nova |
| Ponto fraco | Clique caro em setor disputado | Público frio que some depois do clique |
Os dois funcionam por leilão. No Google, a posição sai da classificação do anúncio, que combina o lance, a qualidade do anúncio e da página, o contexto da pesquisa e outros fatores. Na Meta, a central de ajuda sobre leilões explica que vence quem soma mais valor entre lance, chance estimada de a pessoa agir e qualidade do anúncio. Nos dois casos, anúncio ruim paga mais.
Para entender o leilão do Google em detalhe, veja como funciona o Google Ads.
Quanto custa o clique no Google, por setor
No Google, o preço depende do setor, e a diferença entre um setor e outro passa de 20 vezes.
No nosso levantamento de CPC por setor, feito no Planejador de palavras-chave com 103 setores, a mediana ficou em R$ 4,96. É o lance estimado pelo Google para o topo da página em outubro de 2026, não o que cada empresa paga.
| Setor | Lance de topo (out/2026) | Buscas por mês no setor |
|---|---|---|
| Advocacia criminal | R$ 20,27 | 32.580 |
| Dedetização | R$ 18,25 | 97.500 |
| Dentista | R$ 6,03 | 336.500 |
| Academia | R$ 3,97 | 1.605.500 |
| Clínica de estética | R$ 3,95 | 162.200 |
| Moda | R$ 1,72 | 421.300 |
| Restaurante e delivery | R$ 1,45 | 10.202.100 |
| Calçados | R$ 0,84 | 844.000 |
O padrão é claro. Serviço com problema urgente custa caro no Google, porque quem clica está pronto para contratar. Produto que a pessoa compara em várias lojas custa pouco por clique, e é justamente onde o Meta mais compete.
Um dado do mesmo levantamento pesa para quem é da saúde. Em 27 das 56 buscas de saúde, o Planejador não mostrou volume nem lance. Quem anuncia clínica no Google planeja com menos informação e descobre o custo real só com a campanha rodando.
E o custo no Meta?
Não existe uma tabela pública e oficial de custo por setor no Meta, e por isso não vamos inventar uma. O custo muda com o público, o criativo e a época do ano. A comparação honesta entre os dois é a do custo por contato, e não a do clique. O cálculo do custo por lead mostra como fazer essa conta com os seus números.
Quando o Google Ads ganha
O Google ganha quando existe busca. Se as pessoas digitam o nome do seu serviço com a cidade, você precisa estar ali.
- Serviço local e urgente, como encanador, chaveiro, guincho ou assistência técnica.
- Profissional que o cliente procura pelo nome da especialidade, como advogado trabalhista ou dentista.
- B2B em que o comprador pesquisa fornecedor, como suporte de TI ou tradução técnica.
- Loja com produto que a pessoa já sabe o nome, pelo Google Shopping.
Nesses casos, o Meta até traz contato, só que de gente que não estava procurando, e essa pessoa precisa ser convencida do zero.
Quando o Meta Ads ganha
O Meta ganha quando o produto se vende pelo olho, ou quando ninguém sabe ainda que ele existe.
Roupa, decoração, comida, curso e evento são bons exemplos. O vídeo mostra o produto em uso em três segundos, e a segmentação por idade, região e interesse acha o público certo sem que ele tenha digitado nada. Marca nova, sem nenhuma busca pelo nome, também começa melhor no Meta, porque no Google não há busca para responder.
O Meta tem outra vantagem para negócio pequeno. O anúncio pode levar direto para uma conversa no WhatsApp ou no Direct, sem passar por site.
Dá para usar os dois juntos?
Dá, e em muitos negócios é o melhor desenho, mas não no primeiro mês com verba curta.
A ordem que costuma dar certo é começar pela plataforma que responde à pergunta do primeiro parágrafo. Depois de medir o custo por contato nela, a segunda entra com um papel definido. Um exemplo comum é o Meta trazendo gente nova para a marca e o Google pegando essas pessoas quando elas pesquisam o nome da empresa dias depois.
O que não funciona é dividir R$ 1.000 em R$ 500 para cada lado. Nenhuma das duas campanhas junta dado suficiente para aprender. O artigo sobre quanto investir no Google Ads traz a conta do mínimo por mês.
Meça os dois com a mesma régua
Comparar plataformas sem medição igual é comparar palpite. O Google conta conversão pela tag no site ou pela ligação. A Meta conta pelo pixel e pela API de conversões. Cada uma tende a dar crédito a si mesma quando a mesma pessoa viu os dois anúncios.
O jeito prático de fugir disso tem três partes. Use UTM em todo link, para o GA4 separar quem veio de cada lado. Pergunte no atendimento como a pessoa conheceu a empresa e anote na planilha ou no CRM. E compare o custo por contato que virou venda, não o número que cada painel mostra sozinho.
Parece trabalho demais para quem está começando. É o que impede você de cortar a plataforma que estava trazendo os melhores clientes só porque o painel dela mostrava menos conversões. Uma tag de conversão quebrada basta para um painel parecer pior do que é.
Como decidir em 4 passos
- Pesquise o seu serviço no Google, com a sua cidade. Se aparecem anúncios de concorrentes, existe demanda e o Google é candidato natural.
- Confira o lance de topo do seu setor no levantamento de CPC. Divida a verba pelo lance para saber quantos cliques ela compra.
- Pense no que convence o seu cliente. Se é ver o produto, o Meta tem vantagem. Se é achar alguém confiável na hora do problema, o Google tem.
- Escolha uma, meça o custo por contato durante 30 dias e só então decida se a segunda entra.
Se a dúvida é anunciar ou investir em conteúdo e SEO, o comparativo certo é outro, o de tráfego pago ou tráfego orgânico.
Perguntas frequentes
Qual melhor, Google Ads ou Meta Ads? Nenhum é melhor em geral. O Google Ads é melhor quando o cliente pesquisa o seu serviço. O Meta Ads é melhor quando o produto se vende pela imagem ou quando ninguém procura por ele ainda.
O que é melhor, Google Ads ou Meta Ads, para quem está começando? Para serviço local, o Google, porque atende quem já procura. Para produto visual ou marca nova sem buscas, o Meta. Comece por uma plataforma e meça antes de abrir a segunda.
Google Ads ou Facebook Ads, muda alguma coisa? Facebook Ads é o nome antigo. Hoje a plataforma se chama Meta Ads e o mesmo anúncio roda no Facebook, no Instagram e no Messenger.
Qual é mais barato? Depende do setor. No Google, a mediana do lance de topo em outubro de 2026 ficou em R$ 4,96, com setores de R$ 0,84 a mais de R$ 20. A comparação que importa é o custo por contato, e não o do clique.
Preciso de site para anunciar? No Meta, o anúncio pode levar direto para o WhatsApp. No Google, a maioria das campanhas pede uma página de destino.
Antes de escolher, veja o que a sua conta já mostra
Se você já anuncia no Google, o Raio-X gratuito do Google Ads mostra para onde vai cada real da verba e se o Google é mesmo o canal certo para o seu negócio. Quem prefere entregar a operação inteira encontra o escopo em gestão de tráfego pago.