SEO técnico é o conjunto de ajustes que permite ao Google acessar, entender e guardar as páginas do seu site. Antes de pagar por artigos novos, confira seis pontos: se as páginas estão indexadas, se canônica e redirecionamentos estão certos, se o site abre por HTTPS, se passa nos Core Web Vitals, se funciona bem no celular e se o Google lê o que depende de JavaScript. Texto bom numa página que o Google não lista não traz visita nenhuma.
Este checklist segue a documentação do Google Search Central. Search Console e navegador bastam para boa parte da checagem.
O que é SEO técnico e por que ele vem antes do conteúdo
SEO técnico é a parte do SEO que cuida do site em si, e não do texto que está nele. Ele responde a uma pergunta: o Google consegue chegar nesta página, ler o conteúdo e decidir guardá-lo no índice?
Imagine uma loja que publica quatro artigos por mês durante seis meses. Se um “noindex” ficou ligado desde o desenvolvimento, os 24 artigos trabalham no escuro.
Por isso a ordem é esta: primeiro a auditoria técnica de SEO, depois o calendário editorial. Para ver onde isso entra no trabalho de uma agência, leia o que uma agência de SEO entrega no primeiro mês.
Indexação: o Google guardou as suas páginas?
Página fora do índice do Google não aparece em busca nenhuma, por melhor que seja o texto. É a primeira coisa a olhar no SEO técnico para sites.
Search Console
O Google Search Console é a ferramenta gratuita que mostra como o Google enxerga o seu site. Abra o relatório de indexação de páginas e veja o motivo de cada URL que ficou de fora. Depois use a inspeção de URL nas páginas que mais vendem: ela diz se a página está no Google, qual canônica ele escolheu e se algo bloqueou o acesso.
robots.txt e noindex
O robots.txt é um arquivo na raiz do site que diz aos robôs quais áreas não rastrear. O noindex é uma instrução na página pedindo que o Google não a mostre nos resultados. Misturar os dois é um erro clássico.
Segundo o Google, para o noindex funcionar a página não pode estar bloqueada pelo robots.txt. Se estiver, o robô nunca lê o noindex e a página ainda pode aparecer nos resultados, por exemplo quando outras páginas linkam para ela. O detalhe está na página do Google sobre como bloquear a indexação.
Duas conferências rápidas:
- Abra `seusite.com.br/robots.txt` e procure um `Disallow: /` sozinho na linha, que bloqueia o site inteiro.
- No WordPress, em Configurações e depois Leitura, confirme que “Desencorajar mecanismos de busca de indexarem este site” está desmarcado.
Sitemap
O sitemap é um arquivo que lista as URLs que você quer ver indexadas. Para o Google é uma dica, não uma ordem. Envie pelo Search Console e mantenha limpo: só URLs com status 200, sem redirecionamento e sem noindex.
Canônica, redirecionamentos e erros 404
A canônica diz ao Google qual é a versão principal de uma página que existe em mais de um endereço. Redirecionamentos e erros 404 dizem o que aconteceu com os endereços que mudaram ou sumiram.
Canônica
Uma página costuma ter vários endereços: com e sem “www”, com barra no fim ou não, com parâmetros de rastreamento. Sem canônica clara, o Google escolhe sozinho. A documentação do Google sobre URLs duplicadas recomenda um método só (o link rel=”canonical” no HTML ou o cabeçalho HTTP), porque usar os dois ao mesmo tempo aumenta a chance de erro. Também avisa para não usar o robots.txt contra duplicidade.
Na inspeção de URL, compare a canônica declarada com a escolhida pelo Google. Diferença em página importante é problema a resolver.
Redirecionamentos
Quando uma página muda de endereço para sempre, o certo é um redirecionamento permanente (301) direto para o endereço novo. Os erros comuns são a cadeia (A leva a B, que leva a C) e o redirecionamento temporário usado em mudança definitiva. Depois de qualquer migração, rode um rastreador.
Erros 404
Página apagada que devolve 404 está correta: o servidor avisa que ela não existe mais. O problema é a página “não encontrada” que responde com status 200, o chamado soft 404, ou o endereço quebrado jogado para a página inicial. O Google trata essas respostas como erro. Se a página tinha visitas ou links, redirecione para o conteúdo equivalente. Se não, deixe o 404.
HTTPS e segurança
HTTPS é a versão do endereço que criptografa a conexão entre o visitante e o site, e é o mínimo esperado de qualquer página. Sem ele, o navegador mostra “não seguro” antes da primeira linha.
A checagem tem quatro pontos:
- O certificado está válido e dentro do prazo.
- O endereço com http redireciona para https em um único passo.
- Existe uma só versão do domínio, com ou sem “www”, e a outra redireciona para ela.
- Nenhum arquivo da página (imagem, script, fonte) carrega por http, o chamado conteúdo misto.
Velocidade e Core Web Vitals
Core Web Vitals são três métricas que o Google usa para medir a experiência real de quem abre a página: carregamento, resposta ao toque e estabilidade do layout. A documentação do Google sobre Core Web Vitals define os limites considerados bons.
- LCP (Largest Contentful Paint) mede o carregamento. O ideal é que o maior elemento da tela apareça em até 2,5 segundos.
- INP (Interaction to Next Paint) mede a resposta a cliques e toques. O Google pede menos de 200 milissegundos.
- CLS (Cumulative Layout Shift) mede o quanto a página se mexe sozinha enquanto carrega. O limite é menos de 0,1.
Veja o seu site no relatório de Core Web Vitals do Search Console, que usa visitantes reais, ou rode a página no PageSpeed Insights. Site com pouco tráfego pode aparecer sem dados suficientes, e aí vale o teste de laboratório do PageSpeed.
Na prática, LCP ruim quase sempre vem de imagem do topo pesada, fonte lenta ou script de terceiros (chat, pixel, mapa) rodando antes do conteúdo. Comece pela imagem principal.
Mobile: o Google lê a versão do celular
Mobile-first indexing quer dizer que o Google usa principalmente a versão para celular para indexar e ranquear. O que existe só no desktop, para ele, não existe.
Abra três páginas importantes no celular e confira se o texto principal é o mesmo do desktop, se imagens e dados estruturados aparecem nas duas versões e se botões e links têm espaço para o dedo. Teste em 4G comum, não só no wi-fi do escritório.
Dados estruturados
Dados estruturados são um código em JSON-LD que descreve a página para o Google em linguagem de máquina: quem é a empresa, qual o endereço, o que é aquele artigo. Não garantem destaque nos resultados, mas ajudam a entender cada página.
Num site de empresa, o básico é o marcador de organização (ou de negócio local) na página inicial e o de artigo nos posts. Teste com o Teste de Resultados Ricos e olhe os relatórios de melhorias no Search Console. O erro mais comum é marcar o que não aparece na página, como avaliações que ninguém vê.
Rastreamento de JavaScript
Se o conteúdo só aparece depois que um script roda, o Google precisa executar esse JavaScript para vê-lo. Site feito em React, Vue ou construtor que monta a página no navegador entra nesse caso.
O Google rastreia, renderiza e só então indexa. Segundo a documentação sobre JavaScript, ele não renderiza arquivos nem páginas bloqueados pelo robots.txt. Bloquear a pasta de scripts pode deixar o Google com uma página vazia.
Como checar:
- Na inspeção de URL, teste a URL publicada e veja o HTML renderizado. O texto principal precisa estar lá.
- Confirme que os links de navegação são links de verdade (elementos `<a>` com href), e não botões que só funcionam com clique.
- Veja se título, descrição e canônica estão no HTML inicial.
- Verifique se nenhum script ou estilo está bloqueado no robots.txt.
SEO técnico em uma tabela: problema, como ver e o que fazer
A tabela resume o checklist de SEO técnico, na ordem em que vale trabalhar.
| Problema | Como ver | O que fazer |
|---|---|---|
| Páginas importantes fora do índice | Indexação de páginas e inspeção de URL | Ler o motivo, remover o bloqueio e pedir nova indexação |
| Disallow geral ou noindex esquecido | Abrir /robots.txt e a opção de visibilidade do WordPress | Retirar o bloqueio das páginas que devem aparecer |
| Sitemap com URLs quebradas ou redirecionadas | Erros do sitemap no Search Console | Deixar só URLs 200, indexáveis e canônicas |
| Canônica diferente da escolhida pelo Google | Inspeção de URL | Adotar um método e apontar para a versão principal |
| Cadeia de redirecionamentos ou 302 em mudança definitiva | Rastreador de site | Trocar por um 301 direto ao endereço final |
| Soft 404 ou 404 mandado para a inicial | Relatório de indexação de páginas | Devolver 404 real ou redirecionar ao conteúdo equivalente |
| Certificado vencido ou conteúdo misto | Cadeado do navegador e console | Renovar o certificado e trocar http por https |
| LCP acima de 2,5 s, INP acima de 200 ms ou CLS acima de 0,1 | Core Web Vitals e PageSpeed Insights | Comprimir a imagem do topo, adiar scripts de terceiros, fixar tamanho de imagens |
| Conteúdo diferente entre celular e desktop | Páginas abertas no celular e inspeção de URL | Igualar texto, imagens e dados estruturados |
| Dados estruturados com erro | Teste de Resultados Ricos | Corrigir o JSON-LD para refletir só o que está na página |
| Conteúdo que só aparece com JavaScript | HTML renderizado na inspeção de URL | Pôr o conteúdo principal no HTML inicial e liberar scripts |
Em que ordem consertar
No SEO técnico, comece pelo que impede o Google de ver o site: bloqueios de indexação, canônicas erradas e erros de servidor. Depois vêm redirecionamentos, HTTPS e velocidade, e por último dados estruturados e ajustes finos de mobile.
Mude uma coisa por vez e anote a data, para saber qual ajuste mexeu no relatório do Search Console. E não produza conteúdo novo enquanto houver bloqueio de indexação aberto.
Com a base certa, o conteúdo rende mais. O texto sobre como fazer sua empresa aparecer no Google mostra o caminho a partir daí. Quem atende numa cidade deve olhar o SEO local, e quem quer ser citado em respostas de IA encontra o próximo passo em SEO para IA.
Perguntas frequentes
O que é SEO técnico? É o conjunto de ajustes de infraestrutura que permite ao Google rastrear, renderizar e indexar as páginas: robots.txt, sitemap, canônica, redirecionamentos, HTTPS, velocidade, mobile, dados estruturados e JavaScript.
Qual a diferença entre SEO técnico e SEO on-page? O SEO técnico cuida de como o site funciona para o robô. O on-page cuida do conteúdo de cada página: título, descrição, subtítulos e texto. O técnico vem primeiro.
Como saber se o Google indexou minhas páginas? Use a inspeção de URL no Search Console para uma página e o relatório de indexação de páginas para o conjunto. Digitar `site:seudominio.com.br` no Google dá uma ideia, mas não substitui a ferramenta.
Quais limites de velocidade o Google considera bons? Segundo a documentação do Google, LCP em até 2,5 segundos, INP abaixo de 200 milissegundos e CLS abaixo de 0,1.
Preciso de desenvolvedor para a auditoria técnica de SEO? Para checar, não: Search Console e navegador resolvem boa parte. Para corrigir canônica, redirecionamento em massa, velocidade e JavaScript, geralmente sim.
Peça uma análise técnica do seu site
Se prefere que alguém confira esses pontos no seu domínio, chame a Ciclicko no WhatsApp e peça uma análise de SEO.