Um social media planeja, produz e publica o conteúdo de uma marca nas redes, e acompanha o que cada peça gerou. Ele não é designer, não é gestor de tráfego pago e não é atendente, embora acabe fazendo um pouco dos três em equipe pequena.

As seis frentes do trabalho

Quando alguém diz que contratou um social media, costuma estar comprando de uma a seis destas coisas, e o mal entendido mora exatamente aí.

  • Planejamento. Decidir sobre o que falar, para quem e com qual objetivo. É a parte invisível e a que define se o resto presta.
  • Produção. Fazer a peça, seja arte estática, carrossel ou vídeo curto.
  • Redação. Escrever legenda e chamada. É trabalho de escrita, não sobra de design.
  • Publicação. Subir no horário, com as marcações e o formato certo de cada rede.
  • Comunidade. Responder comentário e mensagem direta, que é onde a venda acontece.
  • Medição. Ler o que funcionou e mudar o plano do mês seguinte por causa disso.

O que ele não faz

Esta lista evita a maior parte das brigas de contrato.

Não faz tráfego pago. Impulsionar um post pelo botão do aplicativo é outra coisa, bem diferente de estruturar campanha, público e rastreamento de conversão. São profissões distintas, com ferramentas distintas.

Não faz identidade visual do zero. Ele aplica a identidade que existe. Criar marca, paleta e tipografia é projeto à parte, com preço à parte.

Não faz atendimento comercial. Responder dúvida sobre o post é comunidade. Negociar preço, montar orçamento e fechar venda é do time comercial, e passar isso adiante sem combinar é como se perde lead.

Não garante crescimento. Ele controla o que publica, não o que a plataforma entrega.

Como é uma semana real

A distribuição de horas surpreende quem nunca fez, porque a produção da peça é a menor parte.

Numa conta de porte pequeno, com 10 peças por mês, o tempo costuma se dividir assim: um dia inteiro no começo do mês para planejar e alinhar; duas a três horas por peça entre produzir e escrever; e de trinta a sessenta minutos por dia, todo dia, respondendo comentário e mensagem.

A parte diária é a que ninguém orça e a que mais quebra contrato. É também a que mais rende, porque mensagem respondida em dez minutos converte muito mais do que mensagem respondida no dia seguinte.

Interno ou terceirizado

Quem contrata interno ganha contexto e perde variedade. A pessoa de dentro sabe o que aconteceu na loja hoje, conhece o cliente pelo nome e produz conteúdo que nenhum fornecedor conseguiria. Em compensação, faz tudo do mesmo jeito depois de um tempo, e sai de férias.

Quem terceiriza ganha ritmo e método e perde profundidade, a menos que alimente o fornecedor com insumo de verdade. Conteúdo terceirizado sem foto do negócio e sem história real vira post bonito e genérico.

O arranjo que funciona na maior parte dos casos pequenos é misto: alguém de dentro manda o material bruto e a informação, e a produção é feita fora. Os planos da Ciclicko são desenhados assim, começando em R$397 por mês.

Como avaliar se está funcionando

Seguidor não é resposta. Três perguntas medem melhor, e todas têm número no painel da conta.

Quantas contas que não seguem você foram alcançadas neste mês? É o que mede se o conteúdo sai da bolha. Quantas pessoas tocaram no link? É o que mede se ele empurra para algum lugar. Quantas conversas começaram por mensagem? É o que mede se ele vende.

Se você não sabe responder as três, o problema é de medição antes de ser de conteúdo. O guia de como criar um Instagram profissional explica onde cada número fica.

Os três acordos que evitam briga no segundo mês

Quase todo desentendimento em contrato de conteúdo nasce de três combinados que ninguém fez no começo.

O primeiro é o prazo de aprovação. Se você leva cinco dias para aprovar uma peça, o calendário do mês inteiro atrasa e a culpa parece ser de quem produz. Combine uma janela, algo como 48 horas, e o que não for respondido nela segue como está.

O segundo é o limite de revisão. Duas rodadas por peça é o padrão do mercado. Sem limite escrito, uma peça pode voltar seis vezes e consumir o tempo de outras três.

O terceiro é quem manda o material bruto e quando. Foto do trabalho, informação de promoção, novidade do negócio. Se isso chega no dia 28, o mês seguinte já nasceu atrasado.

Os três cabem num parágrafo de contrato e economizam a conversa desconfortável que costuma acontecer em março.

Perguntas frequentes

Social media precisa de faculdade? Não é obrigatório e portfólio pesa mais do que diploma.

Ele publica pela minha conta? Precisa de acesso, e o certo é acesso por ferramenta de gerenciamento, nunca a sua senha.

Quantas redes ele cobre? Depende do escopo contratado. Cada rede a mais multiplica formato e tempo, então não assuma que está incluso.

Ele responde no fim de semana? Só se estiver combinado, e costuma custar mais.

Quanto custa? Entre R$400 e R$3.500 por mês no Brasil, detalhado em quanto custa um social media.