Para a maioria das empresas, correr atrás de conteúdo viral é uma má troca. Viral traz alcance de pessoas que não são o seu cliente, de lugares que você não atende e que esquecem o post no dia seguinte. O que vende é conteúdo específico, constante e voltado para quem pode comprar. Viralizar pode acontecer como consequência de um bom conteúdo, mas não deve ser a meta.

Esta é uma opinião, e a defendemos porque vemos o efeito todos os meses. Empresas que perseguiram o viral costumam ter um mês de números bonitos e um ano de perfil confuso.

Por que o viral engana

Alcance não é público

Um vídeo de padaria em Recife com dois milhões de visualizações foi visto por gente de todo o país, e a imensa maioria nunca vai comprar pão ali. O número impressiona no relatório e não aparece no caixa.

O algoritmo aprende o público errado

Quando um post foge do seu assunto e explode, a plataforma passa a mostrar os próximos posts para o mesmo tipo de gente que gostou dele, e não para o seu cliente.

Seguidor que não compra pesa

Uma base grande e desinteressada reduz a proporção de pessoas que interagem com o resto do conteúdo.

A tendência envelhece em dias

Conteúdo de tendência tem prazo de validade curto. Conteúdo que responde uma dúvida continua trazendo gente por meses.

Quando o viral ajuda de verdade

  • Quando o assunto é o seu produto. Um vídeo que viraliza mostrando o seu serviço traz curiosos e também clientes.
  • Para negócio que vende para o Brasil inteiro, como loja virtual com frete nacional.
  • Para marca que precisa ser conhecida rápido e tem estrutura para atender a procura.

Nesses casos, o viral é bem-vindo. O problema não é viralizar. É perseguir o viral sacrificando o conteúdo que vende.

O que fazer no lugar

Conteúdo específico

Fale com quem pode comprar. “Três sinais de que o seu ar-condicionado precisa de limpeza” atrai menos gente que um meme, e atrai a gente certa.

Constância

Um post útil por semana durante um ano constrói mais do que um viral num mês. Veja quantas vezes postar no Instagram.

Funil completo

Topo para ser descoberto, meio para convencer, fundo para vender. Explicamos em funil de conteúdo.

Prova real

Caso de cliente, avaliação, antes e depois. É o conteúdo menos “viral” e o que mais converte.

Os números que importam

Em vez de visualizações, acompanhe:

  • Mensagens e pedidos de orçamento.
  • Salvamentos e compartilhamentos de quem é do seu público.
  • Alcance na sua região, para negócio local.
  • Vendas com origem nas redes.

Se um post tem pouca visualização e gera três orçamentos, ele foi melhor que o post com cem mil visualizações e nenhuma mensagem.

Um teste rápido antes de postar

Pergunte: “se este post for visto só pelos meus clientes ideais, ele ajuda a vender?”. Se a resposta for não, ele é entretenimento, e pode até ter lugar no perfil, mas não deve ser a maior parte.

Um exemplo do dia a dia

Uma loja de material de construção de bairro posta um vídeo de humor que não tem nada a ver com obra e chega a 300 mil visualizações. Na semana seguinte, os posts sobre promoção de tinta alcançam metade do normal. A mesma loja, quando passa a postar “como calcular quanta tinta comprar para um quarto”, tem menos visualizações por vídeo, mas recebe pedidos de orçamento pelo direct toda semana. A segunda versão parece pior no relatório e é melhor no caixa.

Perguntas frequentes

Então nunca devo usar tendência? Use quando ela encaixa naturalmente no seu assunto. Adaptar um formato em alta para explicar o seu serviço funciona bem.

Meu concorrente viralizou. Devo copiar? Antes, veja se o viral virou cliente para ele. Muitas vezes não virou.

Quanto tempo leva para o conteúdo específico dar resultado? Semanas para as primeiras mensagens, meses para virar canal constante. Veja marketing de conteúdo.

Quem pensa o conteúdo por mim? A Ciclicko cria peças pensadas para quem compra, não para o algoritmo. Veja os planos de criação de conteúdo.