Consultoria de Google Ads compensa quando existe alguém na empresa para executar o que for recomendado. Se não existe, o relatório vira gaveta e o dinheiro da consultoria some junto com o da mídia.
A diferença entre consultoria e gestão
Consultoria é diagnóstico e plano. Alguém abre a sua conta, aponta o que está errado, escreve o que fazer e entrega. A execução fica com você.
Gestão é execução contínua. Alguém opera a conta todo mês, e o diagnóstico é só o primeiro dia de trabalho.
Os dois formatos são legítimos. O erro é comprar consultoria achando que comprou gestão, descobrir no mês seguinte que ninguém aplicou nada e concluir que Google Ads não funciona.
Quando a consultoria é a escolha certa
Tem três situações em que ela rende mais do que gestão.
A primeira é quando você já tem alguém interno que opera a conta e precisa de direção, não de mão de obra. A consultoria destrava um time que já existe.
A segunda é antes de trocar de fornecedor. Um diagnóstico independente diz se o problema é a agência atual ou a oferta, e evita trocar seis por meia dúzia.
A terceira é quando a verba ainda é pequena demais para sustentar um fee mensal. Nesse caso, um diagnóstico bem feito mais execução própria costuma render mais do que uma gestão barata malfeita.
Quando ela é dinheiro jogado fora
Se ninguém na empresa vai abrir o Google Ads na semana seguinte, consultoria não é a compra certa.
O sintoma clássico é o dono que pede o diagnóstico, lê, concorda com tudo e não tem tempo de aplicar. Três meses depois a conta está igual, e o relatório envelheceu, porque leilão e concorrência mudam.
Nesse cenário o melhor uso do mesmo dinheiro é gestão, mesmo que com escopo menor.
O que um diagnóstico sério precisa ter
Independente de quem entrega, tem itens que separam análise de opinião.
Se você quer ver como isso se parece antes de contratar, o Raio-X gratuito de Google Ads entrega esse diagnóstico sem custo. E se a sua dúvida ainda é quanto colocar de verba, comece pelo guia de quanto custa o Google Ads.
- Termos de pesquisa reais, com o desperdício somado em reais
- Estado do rastreamento de conversões, não só a existência dele
- Análise da página que recebe o clique, com velocidade medida
- Comparação com o que os concorrentes anunciam hoje
- Plano com ordem de execução, não lista de sugestões soltas
Quanto tempo dura um diagnóstico
Isso quase nunca é combinado, e deveria.
Diagnóstico de Google Ads envelhece rápido, porque o leilão muda, concorrentes entram e saem, e a sazonalidade mexe no custo por clique. Na prática o plano vale algumas semanas, não meses.
Se você recebeu a consultoria e não aplicou em trinta dias, refaça o diagnóstico antes de executar. Aplicar recomendação velha é pior do que não aplicar, porque você mexe na conta com base num cenário que já passou.
O formato híbrido, que quase ninguém oferece
Existe um meio-termo que resolve o caso mais comum, que é a empresa com verba pequena e sem time.
Diagnóstico completo, período curto de execução acompanhada, e depois autonomia. Você paga pela montagem e pelo primeiro ciclo de otimização, e assume a manutenção com a estrutura em pé.
Funciona quando o negócio tem uma campanha só e alguém disposto a aprender. Não funciona quando ninguém vai abrir o painel.
Como medir se valeu
Antes de contratar, escreva o número que você espera mover. Custo por lead, quantidade de leads qualificados, ou percentual de verba desperdiçada.
Sem esse número escrito antes, a avaliação vira sensação, e sensação depois de gastar dinheiro costuma ser generosa ou dura demais.
O mais fácil de medir é o desperdício. Some quanto foi para termos que não são cliente, antes e trinta dias depois. Se não caiu, a consultoria não pegou.
O corte prático
Se a sua verba mensal de mídia está abaixo de R$ 1.000, consultoria mais execução própria costuma ser a conta que fecha. Acima disso, o desperdício que uma gestão contínua evita normalmente paga o fee.
Esse corte não é regra de mercado, é aritmética. Quanto maior a verba, maior o valor absoluto do que se perde com conta malcuidada, e mais rápido o fee se paga.