Core Web Vitals são três métricas que o Google usa para medir a experiência real de quem abre o seu site. LCP mede quanto o conteúdo principal demora a aparecer (o limite bom é 2,5 segundos), INP mede a resposta a cliques e toques (200 milissegundos) e CLS mede o quanto a página pula enquanto carrega (0,1). Os limites são avaliados no 75º percentil dos acessos reais, separados em celular e computador.
Se você tem um site de empresa e já ouviu “seu Core Web Vitals está ruim”, este texto traduz o que isso quer dizer, onde conferir e o que mexer primeiro. Quem busca como ler o relatório de ferramenta de teste vai melhor servido pelo nosso guia de PageSpeed Insights. Aqui o assunto são as três métricas em si.
O que são Core Web Vitals
Core Web Vitals são o conjunto de métricas do Google para carregamento, interatividade e estabilidade visual de uma página. Segundo a documentação do Google Search Central, o Google recomenda que o dono do site alcance bons valores nas três, tanto pelo resultado na busca quanto pela experiência de quem visita.
O ponto central é que a medida vem de gente de verdade. Não é a nota de um teste feito em laboratório. É o que os usuários do navegador Chrome viveram ao abrir as suas páginas, agregado ao longo de semanas.
Os limites oficiais de LCP, INP e CLS
Cada métrica tem três faixas, publicadas pelo Google em web.dev. Guarde esta tabela, porque é a que as ferramentas usam para pintar de verde, laranja ou vermelho.
| Métrica | O que mede | Bom | Precisa melhorar | Ruim |
|---|---|---|---|---|
| LCP (Largest Contentful Paint) | Tempo até o maior elemento aparecer | até 2,5 s | entre 2,5 s e 4 s | acima de 4 s |
| INP (Interaction to Next Paint) | Resposta a cliques, toques e teclas | até 200 ms | entre 200 e 500 ms | acima de 500 ms |
| CLS (Cumulative Layout Shift) | Quanto o layout se mexe sem aviso | até 0,1 | entre 0,1 e 0,25 | acima de 0,25 |
Uma página só passa quando as três estão na faixa boa no 75º percentil. Isso quer dizer que, de cada quatro acessos, pelo menos três precisam ter ficado dentro do limite. Um acesso rápido seu, em fibra e computador novo, não prova nada.
LCP: quanto tempo até o conteúdo principal aparecer
LCP é o tempo até o maior elemento visível da tela carregar, em geral a foto do topo ou o título grande. Para o visitante, é o momento em que “a página chegou”.
O Google divide o LCP em quatro pedaços que somam o tempo total. Saber qual deles está grande evita mexer no lugar errado.
- Tempo até o primeiro byte. O servidor responde.
- Atraso para começar a baixar a imagem. O navegador demora a descobrir qual é a imagem principal.
- Duração do download da imagem. Peso e formato do arquivo.
- Atraso para desenhar. A imagem chegou, mas algo (como um script) segura a exibição.
A orientação oficial do Google, no guia de otimização de LCP, avisa que otimizar uma parte pode só empurrar o tempo para outra. Comprimir a imagem não adianta se o elemento fica escondido até um script terminar de carregar.
Em site de empresa, as causas mais comuns são foto de topo enorme, servidor lento para responder e imagem do topo carregando com lazy load, o que atrasa justamente o que deveria vir primeiro.
INP: a página responde quando você toca?
INP observa todos os cliques, toques e teclas durante a visita e reporta, em regra, a pior interação. O Google ignora a mais lenta a cada 50 interações para tirar o efeito de um soluço isolado.
Essa métrica entrou no lugar do FID. Segundo o próprio web.dev, o INP virou métrica estável do conjunto em 2024. Se um relatório antigo ainda fala em FID, ele está desatualizado.
O que deixa o INP ruim num site de empresa:
- Muito script de terceiros, como chat, pixels, mapas e carrossel.
- Menu ou formulário que roda código pesado a cada toque.
- Tag Manager com tags demais disparando juntas. O nosso guia de Google Tag Manager mostra como enxugar o contêiner.
O sintoma que o visitante sente é tocar no botão do WhatsApp e nada acontecer por meio segundo.
CLS: por que a página pula enquanto carrega
CLS soma os deslocamentos inesperados de elementos visíveis. É o botão que desce justo na hora do clique, o texto que some atrás de um banner que aparece.
O Google lista as origens típicas no guia de CLS. Imagens e vídeos sem dimensão definida, fontes que mudam de tamanho quando carregam, e anúncios ou widgets de terceiros que se redimensionam. A correção costuma ser barata. Dar largura e altura às imagens e reservar o espaço de banners e embeds resolve a maior parte.
O que os sites de empresa do Maps mostram
Medimos o celular de uma amostra pequena para ter um retrato, não uma estatística do mercado. Levantamos em outubro de 2026 os perfis que o Google Maps mostra primeiro em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte em cada nicho, e rodamos o teste de velocidade no celular em 8 sites de cada um.
| Nicho (amostra de 8 sites) | LCP mediano no celular | Sites com LCP acima de 2,5 s |
|---|---|---|
| Clínica odontológica | 5,4 s | 100% |
| Clínica de estética | 5,05 s | 100% |
| Contabilidade | 5,15 s | 100% |
| Clínica médica | 9,65 s | 88% |
Nos 8 sites de clínicas odontológicas que medimos, nenhum ficou dentro do limite bom de LCP. Nas clínicas médicas, a mediana passou de 9 segundos. Com 8 sites por nicho, o número não vale para todo o Brasil. Serve para mostrar que o limite de 2,5 segundos não é folgado para a maioria dos sites de empresa que o cliente vê primeiro.
Onde medir: dado real e dado de laboratório
Existem dois tipos de medida, e confundir os dois gera discussão boba com quem fez o site.
- Dado de campo. Acessos reais de usuários do Chrome. É o que o Google usa. Aparece no relatório Core Web Vitals do Search Console e na parte de cima do PageSpeed Insights.
- Dado de laboratório. Um teste simulado, feito na hora, com um aparelho padrão. Bom para achar o culpado, mas não é a nota que conta.
O caminho mais direto é abrir o relatório de Core Web Vitals do Search Console. Ele agrupa as URLs por status (ruim, precisa melhorar, bom) e por métrica, com base em dados reais. Site novo ou com pouco tráfego pode não ter dado de campo suficiente, e aí o laboratório é o único guia por algumas semanas.
Core Web Vitals pesam no ranking?
Pesam, mas não decidem sozinhos. A documentação do Google sobre experiência na página diz que os sistemas de ranking buscam recompensar conteúdo com boa experiência e que o dono do site não deve focar só em um ou dois aspectos. Os Core Web Vitals são uma das perguntas dessa lista, ao lado de HTTPS, boa exibição no celular e ausência de pop-up invasivo.
Na prática, página lenta com conteúdo excelente ainda pode aparecer. O que ela perde é a conversão. O visitante que espera 5 segundos no celular volta para a busca, e o anúncio ou o clique orgânico que você pagou para conseguir vai embora sem pedido de orçamento.
Por onde começar a corrigir
Ordem que usamos em auditoria, do que mais costuma render para o que menos:
- Abra o relatório do Search Console e veja qual das três métricas aparece como problema. Não mexa nas outras.
- Descubra o LCP da página inicial e qual é o elemento. Se for imagem, dê prioridade de carregamento a ela e tire o lazy load dessa foto.
- Defina largura e altura de todas as imagens e reserve o espaço de banners, mapas e vídeos.
- Liste os scripts de terceiros e remova o que ninguém usa mais.
- Reteste depois de 28 dias. O dado de campo é agregado e demora a refletir a correção.
Esse passo a passo faz parte do que entregamos em otimização de site, junto com o resto do SEO técnico, que cuida de indexação, estrutura e velocidade no mesmo plano.
Perguntas frequentes
O que são Core Web Vitals? São três métricas do Google que medem a experiência real do visitante numa página. LCP mede o carregamento do conteúdo principal, INP mede a resposta a cliques e toques, e CLS mede a estabilidade visual.
Quais são os limites bons de LCP, INP e CLS? LCP até 2,5 segundos, INP até 200 milissegundos e CLS até 0,1, avaliados no 75º percentil dos acessos reais, segundo o Google.
O INP substituiu o FID? Sim. O INP virou métrica estável dos Core Web Vitals em 2024 e ocupou o lugar do FID.
Core Web Vitals influenciam o ranking no Google? Fazem parte da experiência na página que os sistemas de ranking buscam recompensar, mas o Google diz para não olhar só um ou dois aspectos. Conteúdo relevante continua pesando mais.
Onde vejo os Core Web Vitals do meu site? No relatório Core Web Vitals do Search Console, que usa dados reais de usuários, e no PageSpeed Insights, que mostra dado de campo e de laboratório.
Por que o Search Console mostra pouca ou nenhuma URL no relatório? O relatório depende de uma quantidade mínima de acessos reais de Chrome. Site com pouco tráfego pode não aparecer, e nesse caso o teste de laboratório orienta as correções.
Quer saber em qual métrica o seu site falha?
Fazemos a leitura dos três Core Web Vitals das suas páginas principais e entregamos a lista do que corrigir primeiro. Veja como funciona em otimização de site para Google e IA e peça a análise.