Um gestor de tráfego no Brasil cobra, em 2026, entre R$ 800 e R$ 3.000 por mês para uma conta pequena ou média, e o que muda o preço não é a plataforma, é quantas campanhas ele opera, com que frequência mexe na conta e se o rastreamento de conversão é responsabilidade dele.

As três formas de cobrança que existem no mercado

Antes de comparar números, é preciso saber que proposta você está lendo. Quem cobra de um jeito não está cobrando o mesmo serviço de quem cobra de outro.

O fee fixo mensal é o formato mais comum para pequenas e médias empresas. Você paga um valor combinado por mês, independente de quanto investe em mídia. A vantagem é previsibilidade dos dois lados. A desvantagem é que, se a verba crescer muito, o trabalho cresce junto e o fee precisa ser renegociado.

A porcentagem sobre a verba cobra um percentual do que você investe, normalmente entre 10% e 20%. Parece justo, e é o formato que mais gera conflito. Quem ganha percentual da verba tem incentivo para você gastar mais, não para você lucrar mais. Se o gestor sugere aumentar o orçamento e ganha por isso, você perdeu o conselheiro imparcial.

O pagamento por resultado soa ideal e quase nunca funciona no tráfego pago. O resultado depende do produto, do preço, do atendimento comercial e da página de destino, e nenhum deles está na mão do gestor. Quem aceita esse formato costuma compensar cobrando caro na entrada ou desistindo no segundo mês.

  • Fee fixo mensal: previsível, sem conflito de interesse
  • Porcentagem da verba: alinha o gestor com o gasto, não com o lucro
  • Por resultado: transfere ao gestor um risco que não é dele

As faixas de preço no Brasil em 2026

Os números abaixo são faixas de mercado observadas em propostas de agências e profissionais autônomos. Nenhuma tabela oficial existe, e desconfie de quem apresenta uma.

Freelancer iniciante, de R$ 500 a R$ 1.000 por mês. Costuma operar uma campanha só, mexe na conta uma ou duas vezes por mês e raramente configura rastreamento. Serve para quem está testando o canal com verba pequena.

Profissional experiente ou agência pequena, de R$ 1.200 a R$ 2.500 por mês. Aqui entra estrutura de conta, palavras-chave negativas, acompanhamento semanal e configuração de conversões. É a faixa onde a maioria das empresas de serviço se encaixa.

Agência com operação completa, de R$ 3.000 para cima. Inclui múltiplas campanhas, integração de CRM, relatório de receita e um time por trás, não uma pessoa.

Vale dizer que o fee é só uma parte da conta. A verba de mídia é a outra, e ela costuma ser maior. Se você ainda não definiu quanto colocar em anúncio, o nosso guia de quanto custa o Google Ads tem o piso prático e o custo por clique por setor.

O que precisa estar incluso, e quase nunca está

A diferença entre duas propostas de preço parecido quase sempre está no que fica de fora. Peça por escrito se estes itens entram.

Rastreamento de conversão é o mais importante e o mais omitido. Sem GA4 e GTM configurados, o Google otimiza por clique, não por venda, e você paga para aparecer para quem nunca ia comprar. Conta sem conversão configurada é conta cega, e nenhum gestor consegue melhorar o que não mede.

  • Configuração de conversões no GA4 e no Google Tag Manager
  • Lista de palavras-chave negativas, revisada com frequência
  • Criação e teste de anúncios, não só ajuste de lance
  • Análise da página que recebe o clique
  • Relatório que mostra receita, não só cliques e impressões
  • Quem responde quando a conta é reprovada ou o anúncio é rejeitado

O erro de escolher pelo menor preço

Um gestor de R$ 600 por mês que deixa a conta sem palavras-chave negativas pode queimar R$ 2.000 de verba em buscas que nunca virariam cliente. O barato custou R$ 2.600.

A conta que importa não é o fee. É o fee somado ao desperdício de mídia. Um gestor mais caro que corta 30% do gasto inútil se paga no primeiro mês, e essa é uma conta que dá para fazer antes de contratar, olhando o relatório de termos de pesquisa.

Se você já anuncia e quer ver esse número antes de decidir qualquer coisa, o nosso gestor de tráfego pago começa por um diagnóstico da conta.

Como comparar duas propostas sem se perder

Coloque as duas lado a lado e responda quatro perguntas. Quantas campanhas cada um vai operar. Com que frequência a conta é mexida. Quem configura e mantém o rastreamento. O que acontece se você quiser sair no segundo mês.

Proposta que não responde essas quatro por escrito não é proposta, é intenção. E fidelidade longa costuma ser sinal de que o resultado não segura o cliente sozinho.

Para entender o que o profissional faz no dia a dia antes de negociar preço, vale ler o que um gestor de tráfego faz.