SEO para ecommerce é preparar as páginas de categoria e de produto da loja para que o Google entenda o que você vende e mostre cada página para quem busca aquilo. A ordem que funciona é começar pelas categorias, escrever título e descrição próprios em cada produto, marcar preço e disponibilidade com schema Product, controlar as páginas duplicadas que os filtros criam e cuidar das imagens e das avaliações. Nenhuma dessas etapas depende da plataforma, mas o quanto você consegue editar depende.

Este guia trata só de busca orgânica. Para canais, anúncio e funil, veja marketing para ecommerce.

SEO para ecommerce começa pela categoria, não pelo produto

A categoria aparece nas buscas amplas, como “tênis de corrida feminino” ou “cafeteira italiana”. O produto individual aparece quando a pessoa já sabe o que quer, com modelo e marca na busca.

Quem digita o termo amplo está comparando. Quem digita o modelo está perto de comprar. A loja precisa das duas páginas, mas a categoria carrega mais volume e costuma estar mais abandonada.

Uma página de categoria bem feita tem:

  • um título com o nome da categoria, do jeito que o cliente fala;
  • um texto curto de abertura que explica como escolher e o que diferencia os itens;
  • subcategorias linkadas, para o Google e o cliente descerem na árvore;
  • cada produto da listagem como link comum, sem esconder o endereço atrás de um botão que só funciona com JavaScript.

A maioria das lojas deixa o texto de categoria em branco, e uma grade de fotos entrega ao Google quase nada para ler. Escreva o texto acima ou abaixo da grade, respondendo o que o cliente perguntaria no balcão: para quem serve, qual a diferença entre dois modelos, o que olhar antes de comprar.

Mantenha a árvore curta

No SEO para ecommerce, três níveis (home, categoria, produto) resolvem a maioria das lojas. Quando existir um quarto, que ele tenha motivo real, como uma marca ou um tipo de uso que as pessoas pesquisam. Dê também a cada produto uma categoria principal, mesmo que ele apareça em outras, porque é ela que mostra ao Google a hierarquia da loja.

Título e descrição de produto sem copiar do fornecedor

Texto copiado do fornecedor é texto que dezenas de lojas também publicaram, e o Google não tem por que mostrar a sua versão primeiro. A descrição própria é a diferença mais barata que uma loja pequena consegue criar.

O título da página (title) deve ter o nome do produto, a característica que a pessoa busca e, se couber, a marca. “Cafeteira italiana inox 6 xícaras” funciona melhor do que “Cafeteira Premium Modelo X7”. Deixe o título em torno de 60 caracteres, para o Google não cortar.

Para escrever a descrição, três perguntas bastam.

  1. Para quem é e para que serve, em uma frase.
  2. O que o cliente não vê na foto, como material, medida, compatibilidade, voltagem.
  3. O que você já ouviu de clientes e que a ficha do fornecedor não diz.

A meta description é o texto pequeno sob o título no Google. Ela não é fator de posição, mas pode aumentar o clique. Escreva uma por categoria e uma por produto, com o nome, um benefício concreto e o que a pessoa encontra na página.

Catálogo grande

Comece pelos dez produtos que mais vendem e pelas categorias principais. Para o resto, use um modelo que monte título e descrição com os campos da ficha (nome, marca, característica) e revise à mão o que sair estranho. Para variações de cor e tamanho, prefira uma página com seletor em vez de uma página por combinação.

Schema Product: o que o Google lê no preço e na avaliação

Para o SEO ecommerce, o schema Product é um código no HTML da página que diz ao Google, em formato de máquina, o nome do produto, a imagem, o preço e a disponibilidade. Com ele, a página pode aparecer no Google com preço, estoque e estrelas junto do resultado.

A documentação do Google separa dois usos. O snippet de produto serve para páginas onde a pessoa não compra direto, como uma análise. A listagem de comerciante (merchant listing) serve para páginas onde o cliente compra, e aceita mais detalhe, como frete e política de devolução. Segundo a documentação de dados estruturados de produto do Google, cumprir as propriedades obrigatórias da listagem de comerciante costuma deixar a página elegível também ao snippet.

Numa loja real, confira quatro coisas.

  • O preço no código é o mesmo preço que o cliente vê na tela.
  • A disponibilidade muda sozinha quando o estoque acaba.
  • A imagem do schema é a principal do produto.
  • A moeda (BRL) está declarada.

Se o preço do código diverge do preço da página, o Google pode ignorar a marcação. O teste mais útil é abrir um produto, olhar o código gerado e comparar com a tela, em vez de confiar que “o tema já faz”. Marca, código de barras e avaliações dependem do que você preenche no cadastro. Para entender o que é e como validar, veja dados estruturados.

Filtros que criam páginas duplicadas: a canônica resolve

Todo filtro de cor, tamanho, preço ou ordenação pode gerar um endereço novo com a mesma lista reorganizada. Para o Google, são dezenas de páginas quase iguais, e ele gasta visitas nelas em vez de nas que importam.

A solução padrão é a tag canônica (rel=”canonical”), que diz qual é o endereço principal de um conjunto de páginas parecidas. O Google explica o mecanismo no guia de como consolidar URLs duplicadas e trata a canônica como indicação, não como ordem. Para uma loja, a regra fica assim.

Tipo de páginaO que fazer
Categoria sem filtroCanônica para ela mesma
Categoria com ordenação ou filtro de cor/preçoCanônica para a categoria sem filtro
Filtro que as pessoas pesquisam (ex.: “tênis preto masculino”)Pode ter página própria, com texto e título próprios
Variação de produto (cor, tamanho)Uma página só, com seletor, ou canônica para a principal
Páginas de resultado da busca internaFora do índice (noindex)

A exceção que vale dinheiro é o filtro com busca real. Se as pessoas procuram aquela combinação, uma página própria capta essa busca. Só não faça isso para todo filtro possível.

Na otimização de loja virtual, esse ajuste passa despercebido. Depois da canônica, confira no Google Search Console quais endereços estão indexados. Milhares deles com “?” e parâmetros indicam filtros vazando. O assunto é de SEO técnico.

Imagem de produto: peso, nome do arquivo e texto alternativo

Na otimização de loja virtual, a foto é o item que mais pesa na página. Ela vende o produto, e o Google Imagens também traz visita para a loja. Três cuidados fazem diferença.

Primeiro, o peso. Foto direto da câmera deixa a página lenta, e página lenta perde cliente no celular. Comprima antes de subir e use WebP quando a plataforma aceitar.

Segundo, o nome do arquivo. “cafeteira-italiana-inox.webp” diz algo ao Google, “IMG_4821.jpg” não.

Terceiro, o texto alternativo (alt). Descreva o que aparece na foto em uma frase simples, com o nome do produto. Não encha de palavra-chave nem repita o mesmo alt em todos os ângulos.

Use fotos próprias sempre que puder. A do fornecedor está em todas as outras lojas.

Avaliações de cliente: conteúdo novo e estrelas no resultado

Avaliação de cliente é texto único, escrito com as palavras que as pessoas usam para falar do produto. Isso ajuda a página a responder buscas que a descrição do fabricante não cobre, e as estrelas no resultado podem aumentar o clique.

Para as estrelas aparecerem, o schema precisa refletir avaliações reais da própria loja, visíveis na página. Não marque nota que o cliente não vê e não copie avaliação de outro site.

Peça a avaliação uns dias depois da entrega, quando o cliente já usou o produto, e responda as negativas com calma e com fatos.

Shopify, WooCommerce e Nuvemshop: o que dá para editar

As três plataformas permitem o básico, com graus diferentes de liberdade. A tabela resume o que costuma estar disponível. Os painéis mudam, então confirme no seu antes de planejar.

O que editarShopifyWooCommerceNuvemshop
Título e descrição por produto e categoriaSim, em cada cadastroSim, com plugin de SEOSim, no cadastro de SEO
Endereço (URL) do produto e da categoriaSim, o campo de URLSim, e a estrutura geralSim, no cadastro
Texto na página de categoriaSim, na descrição da coleçãoSim, com editorSim, na descrição
Schema ProductGerado pelo temaGerado pelo WooCommerce e por pluginsGerado pela plataforma
Canônica e filtrosTag canônica automática, ajustes no temaControle total com pluginAutomática, ajustes limitados
SitemapAutomáticoPelo plugin de SEOAutomático
Edição do código do temaSimSim, é seuDepende do tema e do plano

O WooCommerce dá mais liberdade e exige mais cuidado, porque roda em WordPress e a manutenção é sua. Shopify e Nuvemshop entregam uma base pronta, e você trabalha dentro dos campos que elas liberam. Se a sua loja é WooCommerce, o guia de SEO para WordPress cobre plugin, cache e configurações.

Nas três, o que mais trava o SEO não é a plataforma. É o cadastro incompleto, com título genérico, descrição do fornecedor e foto sem texto alternativo.

Em que ordem fazer o SEO para ecommerce

Com a loja no ar, a sequência de SEO para loja virtual que dá mais retorno por hora de trabalho é esta.

  1. Liste as categorias principais e escreva título, descrição e texto de abertura de cada uma.
  2. Reescreva título e descrição dos dez produtos que mais vendem.
  3. Confira o schema Product de um produto, comparando preço e disponibilidade com a tela.
  4. Revise a canônica dos filtros e tire a busca interna do índice.
  5. Comprima as imagens e preencha nome de arquivo e alt dos produtos principais.
  6. Ative o pedido de avaliação no pós-venda.

Feito o básico, acompanhe no Search Console quais páginas ganham clique e siga para o resto do catálogo. A estrutura de cada página está no pilar de SEO on-page.

Perguntas frequentes

O que é SEO para ecommerce? É o conjunto de ajustes que fazem as páginas de categoria e de produto de uma loja virtual aparecerem no Google quando alguém busca o que ela vende.

Por onde começar o SEO para ecommerce? Pelas categorias principais, porque elas respondem às buscas amplas e costumam estar vazias de texto. Depois, os dez produtos que mais vendem.

Posso usar a descrição que o fornecedor mandou? Pode, mas ela já está em muitas outras lojas e dificilmente destaca a sua página. Reescreva ao menos nos produtos principais.

Filtros prejudicam o SEO da loja? Podem, quando criam muitas páginas quase iguais indexadas. A canônica para a categoria sem filtro e a exclusão da busca interna do índice resolvem a maior parte.

Schema Product garante estrelas e preço no Google? Não. Ele deixa a página elegível, e o Google decide o que mostrar. Para ter chance, o código precisa bater com o que aparece na tela.

Shopify, WooCommerce ou Nuvemshop, qual é melhor para SEO? Todas permitem o essencial do SEO para ecommerce. O WooCommerce dá mais controle e as outras duas dão mais facilidade. O resultado depende mais do cadastro do que da plataforma.

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