Antes de assinar com um gestor de tráfego, peça por escrito quatro coisas: quem opera a conta no dia a dia, o que está incluso no fee, em nome de quem ficam os acessos e qual é o prazo de saída. Proposta que não responde essas quatro não é proposta, é intenção.
Quem opera, e não quem vende
Na reunião comercial você conhece quem vende. A pergunta é se vai conhecer quem executa.
Peça o nome de quem vai abrir a sua conta toda semana e quantas contas essa pessoa atende hoje. Não existe número certo, mas existe ordem de grandeza: alguém com quarenta contas não vai olhar a sua com profundidade, por mais competente que seja.
Pergunte também quem responde quando algo quebra numa sexta à noite. Anúncio reprovado e conta suspensa não escolhem horário.
O que entra no fee, item por item
Propostas de preço parecido escondem escopos muito diferentes. A diferença aparece quando você lista.
Peça para marcarem, um a um, o que está incluso e o que é cobrado à parte.
- Estrutura e reestruturação de campanhas
- Revisão periódica de palavras-chave negativas
- Criação e teste de novos anúncios
- Configuração e manutenção de conversões no GA4 e GTM
- Análise da página que recebe o clique
- Relatório mensal com conversões e custo por aquisição
- Atendimento quando a conta ou o anúncio é reprovado
De quem são os acessos
Este é o item que custa caro depois e quase ninguém pergunta antes.
A conta do Google Ads precisa estar no seu CNPJ, com o gestor tendo acesso de gerência. O mesmo vale para GA4 e Google Tag Manager. Se a estrutura for criada no nome de quem presta o serviço, você não leva o histórico ao sair, e histórico de conta é ativo pago por você.
Vale perguntar de forma direta: se eu encerrar em três meses, o que fica comigo. A resposta deve ser tudo.
Prazo, fidelidade e saída
Contrato longo costuma ser sinal de que o resultado não segura o cliente sozinho.
Pergunte qual é o aviso prévio, se existe multa e o que acontece com a conta no último dia. E pergunte quanto tempo, na experiência de quem está vendendo, leva para ler o primeiro sinal do seu tipo de negócio. Quem responde com prazo tem método. Quem responde com adjetivo, não.
Peça o plano dos primeiros trinta dias
Proposta boa descreve o que vai acontecer, em ordem, nas primeiras semanas.
Costuma começar por leitura da conta e do site, seguir para correção de rastreamento, depois reestruturação de campanha e só então otimização. Quem propõe começar mexendo em lance está tratando sintoma.
Se o plano não existe por escrito, você vai descobrir a ordem das coisas no boleto.
Combine o ritmo do relatório antes
Relatório mensal bonito é onde conta parada se esconde por trinta dias.
Combine o que vem, com que frequência, e o que dispara aviso fora de hora. Queda brusca de conversão, anúncio reprovado e orçamento estourado não podem esperar o fechamento do mês.
- O que o relatório traz, campo por campo
- Com que frequência a conta é mexida, não só reportada
- O que dispara aviso imediato
- Quem responde, e em que canal
As três respostas que encerram a conversa
Tem resposta que sozinha já basta para você procurar outro fornecedor.
A primeira é garantia de posição ou de número de leads antes de olhar a conta. Ninguém controla o leilão do Google.
A segunda é cobrar percentual da verba sem fee fixo. Quem ganha proporcional ao gasto tem incentivo para você gastar mais.
A terceira é criar a conta de anúncios no CNPJ da agência. Você paga para construir um ativo que fica com outro.
O pedido que separa tudo
Peça um diagnóstico da conta que você já tem, antes de assinar.
Se vier com números da sua conta, termos de pesquisa reais e desperdício somado em reais, você está falando com quem abriu o painel. Se vier um documento que serviria para qualquer empresa, você está falando com quem abriu um modelo.
É esse o papel do Raio-X gratuito de Google Ads, e é também o teste mais barato que existe para comparar fornecedores.