Um anúncio no Google queima verba por três motivos, quase sempre nessa ordem: a palavra-chave está em correspondência ampla demais, faltam negativas, e a página de destino não entrega o que o anúncio prometeu. Resolver os três custa tempo, não dinheiro.

A correspondência da palavra-chave decide quem vê

Ao cadastrar uma palavra-chave, você escolhe quão perto a busca precisa estar dela.

Em correspondência ampla, o Google mostra o anúncio para buscas que ele considera relacionadas, e a interpretação dele é generosa. Quem cadastra “consultoria financeira” pode aparecer para “curso de finanças”.

Em correspondência de frase, a busca precisa conter o sentido da sua expressão. Em correspondência exata, precisa ser aquilo ou muito próximo.

Começar tudo em ampla é o caminho mais rápido para gastar. Comece por frase e exata, colete dados, e só depois abra.

Negativas não são opcionais

Toda semana aparecem buscas novas. Sem revisão, a conta volta a gastar em curso, vaga de emprego e concorrente.

A rotina é simples e quase ninguém faz. Abra o relatório de termos de pesquisa, ordene por custo, e olhe os vinte primeiros. Cada um que não é cliente vira negativa.

O anúncio precisa combinar com a página

Se o anúncio diz “instalação em 48 horas” e a página fala de catálogo, o visitante sai. Você pagou pelo clique e não teve chance.

O alinhamento é literal. A palavra que a pessoa buscou deve aparecer no título do anúncio e no título da página. Isso melhora a conversão e também o índice de qualidade, que reduz o custo por clique.

Página lenta tem o mesmo efeito. Quem clica no celular e espera mais de três segundos costuma voltar antes de ver qualquer coisa.

O que testar, e em que ordem

Testar tudo ao mesmo tempo não ensina nada. A ordem que dá leitura é esta.

Primeiro o título, porque é o que mais muda o clique. Depois a oferta, porque é o que mais muda a conversão. Por último a página, porque é o mais caro de mexer.

Deixe cada teste rodar até ter volume suficiente. Trocar anúncio a cada dois dias transforma a conta em ruído.

  • Título com a palavra exata que a pessoa buscou
  • Um diferencial verificável, como prazo ou cidade
  • Chamada que combina com o botão da página
  • Extensões preenchidas, que ocupam mais espaço no resultado

O erro que não aparece no painel

Muita conta parece ruim e o problema está fora dela. Lead que chega e ninguém responde em duas horas vira concorrente atendido.

Antes de culpar a campanha, meça quanto tempo leva para alguém responder um lead novo. Esse número costuma explicar mais do que o índice de qualidade.

Se você já anuncia e quer saber quanto do seu orçamento está indo embora hoje, o Raio-X gratuito de Google Ads mostra o desperdício somado em reais.

O que preparar antes de escrever o primeiro anúncio

Anúncio escrito às pressas é quase sempre anúncio reescrito duas semanas depois. Quatro coisas precisam existir antes da primeira linha de texto, e nenhuma delas fica dentro do Google Ads.

A página de destino certa. Não a home. A página que responde exatamente ao que o anúncio promete, com o mesmo vocabulário. Se o anúncio fala em conserto no mesmo dia, a página precisa dizer isso no primeiro parágrafo.

A conversão rastreada. Sem saber quais cliques viraram contato, você está otimizando por cliques, e clique não paga conta. Isso se configura antes de publicar, não depois.

A lista do que você NÃO faz. Ela vira palavra-chave negativa e é o que impede a conta de gastar em busca parecida e inútil. Quem conserta ar condicionado e não instala precisa negativar instalação no primeiro dia.

Quem atende. Anúncio gera ligação no horário que o cliente quiser. Telefone que ninguém atende transforma verba em avaliação ruim.

Com as quatro prontas, escrever o anúncio leva vinte minutos e o texto sai melhor, porque você já sabe para onde está mandando a pessoa e o que vai medir.